Olá a todos;
Somos a equipe do Pré-vestibular Comunitário Dom Orione. Como alunos da rede pública de ensino nas décadas de 1980 e 1990 e universitários nos anos 2000, podemos conhecer um problema grave: a educação no Brasil, como disse um dia Darcy Ribeiro, é desonesta. É claro que não se trata de uma ofensa aos professores. A educação é desonesta quando não considera que uma criança ou adolescente precisa alimentar-se para ter condição de assistir aulas e muitas vezes sua primeira refeição é na escola- e isso só vai ocorrer, quando ocorre, às dez da manhã ou mesmo no começo da tarde. A educação brasileira pública é desonesta ao oferecer, precariamente, uma estrutura elitista onde o aluno além da fome do corpo também tem outras carências; sua casa não é extensão da escola, pois a família, quando já não está desagregada, trabalha o dia todo e em muitos casos não tem escolaridade para auxiliar o aluno em deveres de casa ou nas provas a serem feitas. Oferecer uma escola que desconsidere essas condições é certamente um exemplo de desonestidade.
Infelizmente não podemos resolver com um simples texto ou mesmo com todo sangue de nossos corpos esse problema estrutural que faz de nosso país verdadeira máquina de moer gente. Podemos, contudo, nos empenhar enquanto professores honestos. Mas em que consistiria então essa honestidade?
Além de todos esses problemas econômicos e sociais, o aluno ainda enfrenta a desmotivação de ter na sala de aula um ensino que não lhe faz sentido. Não faz sentido porque é mera reprodução de um conhecimento que não perpassa sua vida, que não produz sentido. Buscamos então nossa honestidade enquanto professores exatamente nisso: Em uma educação onde para existir ensino é necessária a aprendizagem. E aprendizagem passa necessariamente por experiência. Ou seja: o que é colocado na sala de aula precisa fazer sentido, precisa trazer á tona o novo, a ser experienciado em comunidade. E o que foi novo para nós, coordenadores, enquanto alunos desse mesmo curso e poderá ser inaugural na vida de vocês, alunos, não é uma melhora rápida de padrões econômicos mas sim a possibilidade de uma abertura de mundo. Novas pessoas, novos lugares, novas possibilidades de leitura da realidade. Não apenas para contemplá-la e sim principalmente para que seja possível realmente a instauração do novo na vida de cada um. Juntos. Por isso a troca de experiências; para que estudar possa fazer sentido. Para que o ingresso no ensino superior aconteca não na faculdade, que produz homens técnicos e funcionais e sim em uma Universidade; onde seja valorizada nossa dimensão humana e as experiências, compartilhadas em grupo, tenham sentido.
Por isso as portas do pré-vestibular estão reabertas. Para uma aprendizagem que faça sentido e nos ensine. Para que possamos, juntos, deixar o futuro sonhar o presente.
Somos a equipe do Pré-vestibular Comunitário Dom Orione. Como alunos da rede pública de ensino nas décadas de 1980 e 1990 e universitários nos anos 2000, podemos conhecer um problema grave: a educação no Brasil, como disse um dia Darcy Ribeiro, é desonesta. É claro que não se trata de uma ofensa aos professores. A educação é desonesta quando não considera que uma criança ou adolescente precisa alimentar-se para ter condição de assistir aulas e muitas vezes sua primeira refeição é na escola- e isso só vai ocorrer, quando ocorre, às dez da manhã ou mesmo no começo da tarde. A educação brasileira pública é desonesta ao oferecer, precariamente, uma estrutura elitista onde o aluno além da fome do corpo também tem outras carências; sua casa não é extensão da escola, pois a família, quando já não está desagregada, trabalha o dia todo e em muitos casos não tem escolaridade para auxiliar o aluno em deveres de casa ou nas provas a serem feitas. Oferecer uma escola que desconsidere essas condições é certamente um exemplo de desonestidade.
Infelizmente não podemos resolver com um simples texto ou mesmo com todo sangue de nossos corpos esse problema estrutural que faz de nosso país verdadeira máquina de moer gente. Podemos, contudo, nos empenhar enquanto professores honestos. Mas em que consistiria então essa honestidade?
Além de todos esses problemas econômicos e sociais, o aluno ainda enfrenta a desmotivação de ter na sala de aula um ensino que não lhe faz sentido. Não faz sentido porque é mera reprodução de um conhecimento que não perpassa sua vida, que não produz sentido. Buscamos então nossa honestidade enquanto professores exatamente nisso: Em uma educação onde para existir ensino é necessária a aprendizagem. E aprendizagem passa necessariamente por experiência. Ou seja: o que é colocado na sala de aula precisa fazer sentido, precisa trazer á tona o novo, a ser experienciado em comunidade. E o que foi novo para nós, coordenadores, enquanto alunos desse mesmo curso e poderá ser inaugural na vida de vocês, alunos, não é uma melhora rápida de padrões econômicos mas sim a possibilidade de uma abertura de mundo. Novas pessoas, novos lugares, novas possibilidades de leitura da realidade. Não apenas para contemplá-la e sim principalmente para que seja possível realmente a instauração do novo na vida de cada um. Juntos. Por isso a troca de experiências; para que estudar possa fazer sentido. Para que o ingresso no ensino superior aconteca não na faculdade, que produz homens técnicos e funcionais e sim em uma Universidade; onde seja valorizada nossa dimensão humana e as experiências, compartilhadas em grupo, tenham sentido.
Por isso as portas do pré-vestibular estão reabertas. Para uma aprendizagem que faça sentido e nos ensine. Para que possamos, juntos, deixar o futuro sonhar o presente.
